Amores são como as flores.Se não cuidarmos murcham, morrem, consomem-se.Á distância é muito confortável sentir lindas coisas e falar sobre elas.Mas que jardineiro pode cuidar de seu jardim não estando presente? Não as vendo crescer com o olhar de seu amor inclusive?
Nem acredito no que escreverei mas hoje fechei os olhos e deixei Mozart levar-me por alguns caminhos floridos.Chopin veio em seguida para que eu não me perdesse.E, finalmente, Puccini tomou-me por inteiro para alívio de minha alma.
Algumas cenas podemos até levar em nossos corações mas será o dia a dia que comporá nossa verdadeira OBRA DE ARTE.
Há algum tempo atrás, quando eu tinha mais tempo para dedicar as pessoas e podia me doar de verdade, a ponto de inclusive bordar toalhinhas para presentear eu não tinha ciência da dimensão do carinho que eu estava ofertando.Tempo é algo precioso demais.Hoje eu sinto seu peso em ouro.
Então me afasto rapidamente quando vejo desperdício.
Afinal, obras de arte só deveriam ser vistas pelos verdadeiros apreciadores.
1 comentários:
O que dizer das mudas que recebemos, tentamos plantar e cuidar, adubando e regando, pra, no fim das contas não vingar? Talvez num primeiro momento ficar decepcionado com a planta, já que você contava com a poesia das flores pra alegrar a vida, talvez até mesmo com o aparecimento dos botões, aquela esperança bem guardada de um colorido florido. Depois você pergunta do solo, tenta estudá-lo, pois talvez faltasse alguma coisa nele... Começa a observar mais o clima, que talvez não fosse propenso... Mas, propenso a o quê? Finalmente chega o momento que cada muda pode dar certo num certo tipo de solo com um certo tipo de clima e com cuidado (a não ser as ervas daninhas, que parecem brotar mesmo quando você quase queima tudo) e que o solo e o clima podem ir mudando aos poucos, o que muda a paisagem. O que sempre está ao nosso alcance é o cuidado, que deve sempre ser o máximo, e a capacidade em aceitar a paisagem que lhe é ofertada na sua mais complexa composição.
Engraçado como esse post me fez sentido agora e como essa sua conclusão fez mais sentido ainda. Expor uma obra de arte a olhos que não possuem nem mesmo o interesse (afinal de contas, com o interesse pode-se amadurecer a percepção) de entendê-la é menosprezar a obra de arte em si.
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